Segurança de suprimento

Terras raras existem em vários países, mas a capacidade de separar, refinar e fabricar ímãs é muito mais concentrada. Segurança de suprimento depende de toda a cadeia, não apenas de abrir novas minas.

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Brasil Terras Raras
Infraestrutura industrial integrada a uma paisagem de grande escala

A concentração aumenta depois da mina

Segundo a Agência Internacional de Energia, a China respondeu em 2024 por cerca de 60% da mineração global de terras raras para ímãs, 91% do refino e 94% da fabricação de ímãs permanentes sinterizados.

Esses números se referem à cadeia de neodímio, praseodímio, disprósio e térbio, não a todos os usos de terras raras. Ainda assim, mostram como escala industrial, conhecimento acumulado e demanda doméstica reforçam uma posição ao longo de várias etapas.

Como a vulnerabilidade aparece

Controles de exportação, interrupções logísticas, falhas operacionais e mudanças regulatórias podem afetar materiais intermediários e componentes. A IEA registrou que controles anunciados em 2025 reduziram fluxos de alguns elementos pesados e ímãs, pressionando fabricantes em diferentes regiões.

Estoque ajuda em eventos curtos, mas não cria capacidade. Qualificar um novo óxido, metal, liga ou ímã pode exigir testes, ajustes de projeto e tempo de homologação.

Diversificar significa construir elos

Projetos de mineração fora do centro dominante avançam mais rápido do que separação, metalização e manufatura de ímãs. Se os elos intermediários não crescem juntos, o concentrado continua dependente de poucas rotas de processamento.

Diversificação combina fornecedores em regiões diferentes, contratos de longo prazo, capacidade de conversão, padrões de produto, reciclagem e projetos que usam menos material crítico.

O que isso significa para o Brasil

As reservas e a produção emergente dão ao Brasil uma posição potencialmente relevante. A oportunidade aumenta quando pesquisa mineral se conecta a processamento, formação de pessoas, infraestrutura, clientes e inovação em ímãs e reciclagem.

A meta não precisa ser reproduzir uma cadeia isolada. Parcerias tecnológicas e comerciais podem distribuir riscos, desde que o país mantenha capacidade técnica, rastreabilidade ambiental e participação em etapas de maior valor.

Fontes consultadas

Dados e páginas institucionais consultados para a publicação em 11 de agosto de 2026.

  1. IEARare Earth Elements: executive summary
  2. USGSMineral Commodity Summaries 2026
  3. MMEEstudos para a Estratégia Nacional de Terras Raras
  4. MMEÓxidos de terras raras reciclados para projeto do SENAI