Reciclagem de ímãs

Reciclar terras raras pode reduzir perdas e diversificar fontes, mas o material precisa ser localizado, coletado, desmontado e processado. O desafio é tanto logístico quanto químico.

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Brasil Terras Raras
Sucata metálica reunida como fonte secundária de materiais

Onde estão as fontes secundárias

Resíduos de fabricação de ímãs são uma fonte concentrada e relativamente conhecida. Produtos em fim de vida, como discos rígidos, motores e geradores, oferecem volumes crescentes, mas os ímãs estão integrados em equipamentos de diferentes idades e projetos.

A Agência Internacional de Energia observa que a maior parte da oferta secundária atual vem de perdas de fabricação. A reciclagem de ímãs pós-consumo ainda enfrenta coleta limitada e economia desafiadora.

Primeiro é preciso recuperar o ímã

Desmontagem manual ou automatizada pode preservar o componente. Trituração facilita processamento em massa, mas mistura materiais e pode dificultar etapas posteriores. Desmagnetização e remoção de revestimentos também entram na preparação.

Projetar produtos para desmontagem, registrar a composição e criar logística reversa aumentam a qualidade da alimentação. Sem essas informações, cada lote exige mais triagem e caracterização.

Reuso direto ou separação química

Algumas rotas preservam a liga ou o pó magnético para fabricar novos ímãs. Outras dissolvem o material e recuperam óxidos ou sais, permitindo ajustar composição e remover contaminantes. A melhor escolha depende do estado do ímã e da especificação final.

O Departamento de Energia dos Estados Unidos destaca que o custo de separar elementos semelhantes continua sendo uma barreira. Novos ligantes, dissolução seletiva e processos com menor uso de reagentes procuram melhorar essa equação.

Reciclagem fortalece, mas não substitui tudo

O estoque disponível para reciclagem depende do que foi produzido no passado e do tempo de vida dos equipamentos. Em mercados que crescem rapidamente, a oferta secundária demora a acompanhar a demanda.

Ainda assim, reciclagem reduz descarte, recupera material já concentrado e cria uma fonte menos exposta à geologia. O MME registrou em 2025 a entrega de óxidos reciclados para um projeto do SENAI, sinal de desenvolvimento tecnológico brasileiro nessa frente.

Fontes consultadas

Dados e páginas institucionais consultados para a publicação em 11 de agosto de 2026.

  1. IEARecycling of Critical Minerals: executive summary
  2. DOERare Earth Recycling
  3. MMEÓxidos de terras raras reciclados para projeto do SENAI
  4. DOERare Earth Permanent Magnets Supply Chain Deep Dive Assessment